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Microbiota e doenças crônicas: uma relação íntima

10/07/2019

Escrito por

 

Há algumas semanas, você conheceu algumas das principais funções exercidas pelos trilhões de hóspedes do nosso trato gastrointestinal (quer relembrar?). Se a participação das bactérias é fundamental para diversos aspectos da nossa saúde, uma desregulação nas cepas que nos habitam certamente pode se associar a diversas disfunções metabólicas. Conheça a seguir algumas evidências que ilustram esta importante relação. 

 

 

Obesidade

 

Diversos estudos comprovaram que as espécies de bactérias encontradas nos intestinos de indivíduos obesos diferem significativamente daquelas encontradas em indivíduos com peso normal, incluindo uma redução na diversidade de espécies no primeiro grupo. Algumas cepas podem favorecer maior fermentação de carboidratos, estocagem excessiva de energia e aumento do tecido adiposo (lipogênese) por meio da produção de substâncias que incluem hormônios e neurotransmissores. 

 

Além disso, a microbiota é capaz de influenciar no controle do balanço energético e em mecanismos de controle da saciedade por meio de sinalização hormonal do sistema nervoso, o que pode ser alterado em situações em que a microbiota sofre mudanças.

 

 

 

Diabetes 

 

O diabetes mellitus do tipo 2, doença caracterizada pela reduzida capacidade das células de metabolizar a glicose e produzir energia, é umas das doenças crônicas mais associadas à obesidade. Como acabamos de ver, favorecendo a obesidade, uma microbiota desregulada estará implicitamente favorecendo também disfunções metabólicas a ela associadas. 

 

Em pessoas com diabetes observa-se uma desuniformidade no perfil de espécies da microbiota, bem como na permeabilidade da mucosa gastrointestinal. Ademais, acredita-se que o estímulo à produção de moléculas infamatórias que ocorre em consequência a esta situação também possa prejudicar a sensibilidade à insulina.

 


Câncer

 

Foi demonstrado que algumas subpopulações de bactérias que podem ter seu crescimento multiplicado durante certas condições patológicas são capazes de produzir toxinas capazes de ativar mecanismos inflamatórios e a formação de tumores, associando-se a tipos de câncer tanto no trato gastrointestinal quanto em outros tecidos. As substâncias produzidas por estas bactérias aumentam o stress oxidativo e favorecem a ocorrência de mutações nas células humanas, que são as precursoras dos tumores. Ao mesmo tempo, o estímulo inflamatório e o prejuízo à função imunológica contribuem para que o tumor se fortaleça e progrida. Mas é importante lembrar que o câncer, assim como a maioria das doenças crônicas, apresenta causas multifatoriais, de origens genéticas e/ou ambientais.

 

Por outro lado, diferentes cepas podem atuar como protetoras contra o câncer, produzindo substâncias que fortalecem a resposta imunológica e ainda que atuam diretamente na destruição de células cancerígenas.

 

Apos todas estas informações, resta a duvida: como proteger a microbiota? Confira em breve, aqui no NutS!

 

 

Referências


Drago L. Probiotics and Colon Cancer. Microorganisms. 2019 Feb 28;7(3). 

Gadecka A, Bielak-Zmijewska A. Slowing Down Ageing: The Role of Nutrients and Microbiota in Modulation of the Epigenome. Nutrients. 2019 Jun 1;11(6).


Mazloom K, Siddiqi I, Covasa M. Probiotics: How Effective Are They in the Fight against Obesity? Nutrients. 2019 Jan 24;11(2). 

Vivarelli S, Salemi R, Candido S, Falzone L, Santagati M, Stefani S, Torino F, Banna GL, Tonini G, Libra M. Gut Microbiota and Cancer: From Pathogenesis to Therapy. Cancers (Basel). 2019 Jan 3;11(1). 

 

Blandino G, Inturri R, Lazzara F, Di Rosa M, Malaguarnera L. Impact of gut microbiota on diabetes mellitus. Diabetes Metab. 2016 Nov;42(5):303-315. 

 

 

 

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