O segredo da longevidade

08/05/2019

Hoje falaremos de um artigo bastante divulgado nas semanas anteriores pelos meios impressos e de internet, com a seguinte manchete: “comer mal mata mais que cigarro”.

 

Com a divulgação deste estudo, muito importante para o meio acadêmico e publicado pela conceituada Lancet, temos informações valiosíssimas sobre o conceito de nutrição saudável.

 

 

Entendendo a metodologia:

 

Primeiramente, esta não foi uma pesquisa experimental, ou seja, pessoas não foram compelidas a fazer um determinado tipo de dieta. A pesquisa foi feita na base de dados Medline, e foram buscados estudos nacionais que tenham publicado sobre o consumo de 15 alimentos e nutrientes de 195 países. Para o cálculo de morte e anos de incapacidade (ou seja, com doenças que afetam a qualidade de vida), foi utilizada a base de dados do Global Burden of Disease.

 

A figura abaixo foi retirada do próprio artigo e nela consta os hábitos alimentares responsáveis pela mortalidade (na ordem) em diferentes países.

 

 

No Brasil:
•    A baixa ingestão de alimentos integrais (arroz integral, farinha integral etc) é o comportamento alimentar responsável pelo maior número de mortes.


•    A alimentação rica em sódio (ou sal de cozinha) é o segundo comportamento alimentar associado à mortalidade elevada.


•    O baixo consumo de oleaginosas (amêndoas, castanhas, sementes, nozes etc) é o terceiro comportamento alimentar responsável pelo elevado índice de mortalidade.

 

Algumas reflexões sobre a figura:
•    Os comportamentos alimentares associados à mortalidade são similares entre Brasil e EUA. Ou seja, o nosso padrão alimentar e tradições, tão preconizados pelo Guia Alimentar para a População Brasileira (veja a nossa publicação do guia alimentar), vêm se perdendo ao longo do tempo e está prejudicando a saúde da nossa população. 


•    Preocupantemente, o Brasil, México e Turquia apresentam consumo elevado de bebidas açucaradas, o que aumenta risco para mortes relacionadas ao diabetes tipo 2 e doença isquêmica do coração.


•    O Japão, possivelmente pelo consumo elevado de peixes, apresenta menor risco de morte decorrente do baixo consumo de ômega-3.
 

Adaptamos na figura abaixo, o maior risco de mortalidade de quem tem a dieta pobre/ou rica em determinado grupo de alimentos em relação a população que  tem comportamento alimentar oposto.

 

 

Assim, essa tabela deve ser interpretada da seguinte forma:

 

Quem tem dieta pobre em frutas, tem 2 vezes mais chance ou (102% a mais de chance) de morrer por conta de um derrame.

 

Diante dessas informações, devemos nos desesperar?

 

A resposta é não!

 

O segredo da longevidade está no consumo moderado de todos os alimentos ou de uma dieta equilibrada.

 

Manter-se num peso saudável também é importante para a vida longa.

 

Um bom começo é tentar seguir, sem neuras, as orientações do nosso Guia Alimentar para a População Brasileira.

 

E em breve falaremos mais das quantidades e porções adequadas para cada  grupo de alimento.

 

Dúvidas? Entre em contato com a gente via nossas redes sociais!

 

 

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