• Clarissa T. H. Fujiwara

Raio-X do alimento: E os peixes enlatados na alimentação?

Fontes de proteínas, ácidos graxos insaturados como o ômega-3 e micronutrientes - como vitaminas lipossolúveis a exemplo da A e D, além de vitaminas do complexo B - os peixes marinhos que habitam águas marinhas e profundas, como a sardinha e o atum, figuram como opções indicadas para aparecer no cardápio de uma alimentação saudável.


Muito embora, as versões de peixes frescos - que apresentam mínimo de processamento - consistem na forma mais indicada para consumo, diante de barreiras logísticas, seja no momento da seleção e compra, na forma de armazenamento e mesmo no preparo, as versões comercializadas em lata acabam sendo opções a serem consideradas para inclusão, como no preparo de patês ou para montagem rápida de uma salada. Neste post, discorreremos sobre alguns dos aspectos dos produtos mais comuns disponíveis no mercado nacional, como a sardinha e o atum em lata.

- Aqui entra um dos pontos de maior preocupação quando se fala de alimentos enlatados: o sódio. Em excesso, o sódio causa retenção hídrica e prejudica o controle da pressão arterial. Nesse caso, vale exercitar a leitura da tabela nutricional nos rótulos de cada produto, pois o teor de sódio acaba variando de um fabricante par ao outro. Cabe ainda considerar que, atualmente, há algumas linhas disponíveis à venda de peixes enlatados com teor reduzido de sódio, que podem apresentar somente 20 a 25% do sódio encontrado nas versões regulares.


- As versões de peixes enlatados e conservados em água figuram como menos calóricas - especialmente recomendado para quem está em processo de gerenciamento de peso, como buscando emagrecimento - em comparação às versões em óleo. Não obstante, quando conservados em óleo, os produtos tendem a conservar melhor o ômega-3 (já que consiste num ácido graxo poliinsaturado).


- No entanto, recomenda-se a drenagem do peixe e descarte do óleo de conserva, considerado outra questão importante que recai sobre a presença de metais pesados, a exemplo do mercúrio. Por ser lipofílico, o mercúrio se solubiliza no óleo utilizado para conserva.


- Em relação às diferenças entre as versões de atum enlatado sólido e ralado, o primeiro é proveniente do lombo, considerada a parte mais nobre do peixe e, em geral, apresenta maior custo. O atum ralado, por sua vez, é feito com as partes que não foram utilizadas na fabricação do atum sólido, sendo frequentemente utilizado para patês.

- Cabe ressaltar que a sardinha oferece um teor significativo do mineral cálcio, já que costuma ser consumida com a espinha também.


- Aliás, além de olhar a tabela nutricional, vale fazer a leitura da lista de ingredientes (lembrando que aparecem em ordem decrescente da quantidade de ingrediente presente no produto) e se há presença de mais aditivos alimentares ou nenhum, Por meio do processo de fabricação de alimentos enlatados, muitos produtos não demandam o uso de aditivos visando a conservação de seu conteúdo.


- Em adição, no momento da compra de qualquer peixe enlatado (ou qualquer outro produto nesta apresentação), a embalagem deve estar íntegra, já que latas com alguma parte amassada ou enferrujada denotam o comprometimento do ambiente que assegura a qualidade do peixe para consumo e, indica a potencial presença de agentes contaminantes no produto.

- Certificações de sustentabilidade do produto, podem ser indicados por meio da visualização de selos, como Friend of the Sea, organização não governamental que visa práticas sustentáveis em atividades como a pesca e a aquacultura.


Fonte: Matéria "Peixes enlatados podem ser boas opções: veja como escolher o melhor" com colaboração da nutricionista Clarissa Hiwatashi Fujiwara ao UOL: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/06/10/peixes-enlatados-podem-ser-boas-opcoes-veja-como-escolher-o-melhor.htm?cpVersion=instant-article

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