Guia Alimentar Brasileiro: Um passo de cada vez! Os últimos passos.


Chegamos aos últimos passos para uma alimentação saudável, trazendo uma reflexão importante sobre como nós, em quanto sociedade, culpamos as pessoas individualmente pelos seus hábitos alimentares e simplesmente ignoramos os danos que um ambiente alimentar não saudável pode causar na saúde da população.


É preciso entender que a adoção de uma alimentação saudável não é meramente uma questão de escolha individual, ela depende também de condições externas, as quais podem interferir no hábitos alimentares das pessoas, como: aspectos socioeconômicos e culturais, a necessidade de se alimentar fora de casa, o acesso aos alimentos in natura, o acesso aos alimentos ultraprocessados e a publicidade excessiva entorno deles.


Hoje em dia, os alimentos ultraprocessados são encontrados em toda parte, sempre acompanhados de muita propaganda, descontos e promoções, enquanto alimentos in natura ou minimamente processados nem sempre são comercializados em locais próximos às casas das pessoas, o que dificulta a autonomia para escolhas mais saudáveis.


Não é à toa, que a obesidade é a doença que epidemiologicamente mais cresce em todo o mundo, tanto em países desenvolvidos como nos em desenvolvimento.


Pensando nisso, o guia apresenta algumas estratégias voltadas para o enfrentamento do ambiente alimentar:

NONO PASSO:

Dê preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora.

Restaurantes de comida a quilo são boas opções, quando se come fora, assim como refeitórios que servem comida caseira nos locais de trabalho e nas escolas. Além das refeições serem feitas na hora, o preço é bem mais acessível. Evite as redes de fast-food.

DÉCIMO PASSO:

Seja crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação

veiculadas em propagandas comerciais.


Mais de dois terços dos comerciais sobre alimentos veiculados na televisão se referem as redes de fastfood, salgadinhos, biscoitos, bolos, cereais matinais, guloseimas, refrigerantes, sucos e refrescos adoçados. Somado a isso, a maior parte desses anúncios veiculam informações enganosas ou incompletas sobre alimentação e atinge, sobretudo, crianças e adolescentes.

Seja crítico com o que você lê, vê e ouve sobre alimentação em propagandas comerciais e estimule as crianças e jovens, a fazerem o mesmo.


A função da publicidade é voltada para venda de produtos e não trazer informações

e promover a saúde, fique atento!


O que fazer?​​

  • Pais e educadores devem esclarecer as crianças sobre as verdadeiras intenções da propaganda;

  • Limite a quantidade de tempo que as crianças passam vendo televisão;

  • Lute para que as escolas sejam ambientes livres de propaganda de qualquer produto;

  • Conheça a legislação brasileira e o código de defesa do consumidor;

  • Procure os órgãos do Poder Público, como Procon, Ministério Público, Defensoria Pública, Ministério da Justiça e Ministério da Educação, sempre que forem identificados casos de descumprimento da legislação.


Saiba mais, leia o nosso post:

“Marketing de alimentos e a obesidade infanto-juvenil”

Para finalizar a serie do Guia Alimentar Brasileiro, segue um pequeno trecho:


É fundamental que ações de educação alimentar e nutricional sejam desenvolvidas para apoiar pessoas, famílias e comunidades, na adoção de práticas alimentares promotoras da saúde e para que compreendam os fatores determinantes dessas práticas, contribuindo para o fortalecimento dos sujeitos na busca de habilidades para tomar decisões e transformar a realidade, assim como para exigir o cumprimento do direito humano à alimentação adequada e saudável.



Referências:


Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a população brasileira.2014.

Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf



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