Guia Alimentar Brasileiro: Um passo de cada vez! O terceiro e o quarto passo.

12/06/2019

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Muitas pessoas podem dizer que é mais prática, outras dirão que é muito mais barata e até mais saborosa, porém o que vimos ao longo dos anos com uma alimentação cada vez mais industrializada, ou seja, ultraprocessada, é um aumento das doenças crônicas e da obesidade, que vem acometendo crianças e adultos. Mas será que ela é mesmo mais prática, barata e saborosa?​

 

O guia alimentar brasileiro se tornou uma poderosa ferramenta de educação alimentar e nutricional, pois, junto de seus dez passos para uma alimentação saudável, discutem os desafios e obstáculos para alcançá-la. Este é o objetivo desta série de publicações sobre o guia alimentar:

 

Vencer os obstáculos para uma alimentação saudável! E hoje falaremos do terceiro e quarto passo!

TERCEIRO PASSO:

Limite o consumo de alimentos processados.

 

Os alimentos processados como conservas, compotas de frutas, queijos e pães acabam promovendo alterações prejudiciais na composição nutricional dos alimentos que são derivados, por exemplo, o uso excessivo de sal e açúcar das conservas e compotas, o alto teor de gordura dos queijos. Desta forma, prefira utilizá-los em pequenas quantidades como parte das refeições.

Você pode colocar um queijo ralado em uma preparação, azeitonas picadas em outra receita, mas sem exagerar na quantidade, utilizando sempre os alimentos in natura como base.

QUARTO PASSO:

Evite o consumo de alimentos ultraprocessados.

 

Os alimentos ultraprocessados, como bolachas recheadas, salgadinhos, refrigerantes e macarrão instantâneo, apresentam uma composição nutricional desbalanceada, frequentemente são ricos em sal, açúcar e gordura e pobres em fibras, vitaminas e minerais. Em outras palavras, apresentam alta densidade calórica e baixa qualidade nutricional (confira o texto do NutS sobre densidade calórica).

Somado a isso, os alimentos ultraprocessados contêm aditivos para conservação, aromatização, cor e textura, que embora tenha aprovação da vigilância sanitária, seus efeitos a longo prazo sobre a saúde nem sempre são bem conhecidos.

É muito fácil distinguir alimentos ultraprocessados de alimentos processados, basta você consultar a lista de ingredientes dos rótulos de alimentos que possuam mais de 5 ingredientes e, principalmente, se há a presença de ingredientes com nomes pouco familiares e que não são utilizados em receitas caseiras, por exemplo: gordura vegetal hidrogenada, óleos interesterificados, xarope de frutose, isolados proteicos, agentes de massa, espessantes, emulsificantes, corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários outros tipos de aditivos.

 

Em caso positivo trata-se de um alimento ultraprocessado!

 

(Para relembrar mais sobre rotulagem acesse o texto do NutS sobre rotulagem)

 

Embora alguns alimentos in natura como verduras, legumes e frutas, aparecem mais caros que alguns alimentos ultraprocessados, quando você observa o custo total de uma alimentação baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, no Brasil, ela ainda é mais barata quando comparada com uma alimentação baseada nos alimentos ultraprocessados. Uma maneira de conseguir melhores preços para os alimentos in natura é comprar os alimentos que estão na safra! (confira o texto sobre sazonalidade)

 

 

Referências:

 

Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a população brasileira.2014. 

Disponível em:  http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf

 

 

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